segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Visão

Tenho muito a entender, pois consumi apenas um terço de minha existência. Tento alcançar um nível que poucos conseguiram, mas sei que posso não apenas almejar e sim atingir várias camadas da compreensão. O todo chega a ser impossível, mas agonizo por reconhecer cada ganho, cada padrão estabelecido, cada degrau interposto. Uma nova visão a cada segundo. Quero adicionar-me uma nova dimensão sobre o vislumbre do real a cada passo que publico à humanidade.

Ver além do que meus limitados olhos conseguem ver. Ver além do alcance da multidão. Ver uma obra com o olho administrador, engenheiro, biólogo, artista, monge, cada um no momento certo e em todos os momentos. Cada visão sobreposta a alcançar a forma da realidade. O conjunto, não apenas as particularidades desunidas, mas enfatizando o todo real, a visão holística.

Sei que sempre vai faltar uma dimensão, sempre vai faltar essa dimensão, pois nossa mente chega a ser importuna quando tenta organizar essa contemplação, essas visões. Tão limitada que passa a ser um empecilho na montagem da concepção do todo. Mas mesmo assim, mesmo sabendo que essa façanha não será realizada por completo, quero continuar a busca pela magistralidade. Quero continuar a reconhecer os paradigmas para, de modo algum me aprisionar, mas sim usá-los quando necessário, administrá-los da forma correta, tratando-os como ferramentas e não como direção.

Autor: James Santos Teixeira

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Verdadeiro espírito capitalista

Venho destacar que a sociedade tenta nos mostrar que o espírito capitalista carrega em suas costas a imagem de que tanto a natureza quanto a mulher existem, na verdade, apenas como um objeto, pronto a ser explorado, e depredado, o que torna, de certa forma, seu discurso totalmente paradoxal, visto que essa visão de instinto predatório humano, tão pouco surgiu, ou advém do capitalismo, mas sempre existiu nos mais diversos sistemas econômicos, e em todas as décadas nos mais variados séculos de existência humana.

Outro ponto a se destacar é que o capitalismo veio sim, trazer a noção do racional, e não do irracional, visto que se continuarmos nessa corrida desenfreada de depredação, tanto da natureza quanto da imagem feminina, estaremos de certa forma agindo instintivamente, ou digo melhor, estaremos agindo irracionalmente, o que vem de encontro a, e não, ao encontro dos postulados do capitalismo. O que quero passar-lhes é o fato de que a causa de toda essa exploração não vem do capitalismo, mas sim do egocentrismo, do egoísmo, da ganância descontrolada, e dos mais diversos intentos instintos do homem.

Autor: James Santos Teixeira

Mãos de quem?

A certeza sobre as coisas que pretendo fazer, elucida-se em minha mente como uma frágil película que separa o sonho da realidade, fazendo com que paradoxalmente, quanto mais tento planejar o que executarei, tentando tornar a imaturidade cada vez mais latente, mais ainda a infantilidade se faz presente, mostrando-me a incapacidade de guiar com as mãos, ou com o que quer que seja, o rumo de minha própria vida.

Talvez isso se deva pelo motivo de que o que há de vir seja tecnicamente, na maioria dos aspectos, para nossas limitadas mentes, apenas uma mentira, por não ter ainda se tornado um fato. Talvez a razão disso seja porque o conceito de futuro ainda não foi revelado, isso se necessitar de terceiros para seu conhecimento, ou até mesmo explorado, quando necessita apenas de nós mesmos, de forma que venhamos a entendê-lo.


Mas se procurarmos pensar no que é a realidade, e no que distingue um fato de uma mentira técnica, percebemos então, que os dois termos se fundem na mente humana que tenta, todas as vezes sem sucesso, realizar uma figuração, ou até mesmo a concepção do que realmente acontece, visto que a sobreposição total dos fatos, e digo no plural para enfatizar que nada acontece isoladamente, jamais poderá ser vislumbrada pelos olhos incompletos de nossas mentes racionais ou mesmo emocionais.


Então qual o sentido de planejar? Qual o sentido de sentar e pensar no que fazer antes de fazer? Por qual motivo devo utilizar o que não volta para investir no que não sei? Por que entregar algo que ainda não tenho à minha mente, que é completamente incapaz de deixar de deduzir para começar a realizar, junto com seus subordinados, o que acabo de elaborar? São questionamentos que, se apenas tentássemos analisa-los pela intelectualidade pura, somente encontraríamos respostas superficiais e nunca conclusivas sobre nós mesmos, sobre nossa essência, sobre de onde vimos e para onde iremos.


É por isso que todos sentem, apesar de que alguns tentam deixar de sentir, a necessidade de busca, que foi fundida em nosso código genético, por algo ou alguém em que possamos depositar o porvir, para que destinemos às nossas mentes apenas a responsabilidade de tentar ouvir sua voz, não eximindo-nos do poder de decisão, pois o arbítrio é livre, mas sim para que possamos confiar que tenhamos tomado a decisão certa.


Autor: James Santos Teixeira

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Paixão pela Administração!

Deus criou os céus e a terra, e incumbiu ao homem a tarefa de administrar esse planeta. Uma missão e tanto, se considerarmos nossa pequenez quanto a grandiosidade do Criador, porém Ele nos dotou de sabedoria suficiente para que possamos realizar esse feito, que nos exige alta flexibilidade, com a eficácia e eficiência necessária.

Então como não se apaixonar por uma missão que foi dada pelo próprio Criador?

Difícil acreditar, mas muitos não dispõem de clareza suficiente para entender o valor dessa tarefa e isso torna qualquer reflexão sobre o tema “Administração” um texto um tanto antagônico, pois verificamos que a primeira das profissões está ganhando uma maior importância apenas nos dias de hoje.

Porém percebemos que mais cedo ou mais tarde essa revolução teria de se iniciar, e isso está se dando por vários motivos, a começar pela complexidade das relações sociais atuais, passando pela volatilidade de nossa conjuntura econômica, que exige aperfeiçoamento daqueles que são responsáveis pela direção dos agentes compositores dessa conjuntura, e chegando à inevitável visão e ação para melhor administrar os recursos naturais, esse último nos remetendo à nossa missão prima.

É por esses e por outros motivos que estabeleço minha paixão por essa arte/ciência, essa missão: a Administração.

Autor: James Santos Teixeira